Killzone 2

Analisámos Killzone 2 de uma forma completamente cega e surda, pois afinal, toda a expectativa gerada, todas as informações obtidas, nada valem, pois tudo se resume ao jogo final. E após todos estes anos de processo de construção, eis que finalmente podemos jogar e explorar todo o universo de Killzone 2.Confira os fatos!Na sua essência Killzone 2 é um jogo de tiro bruto e duro, onde a ação frenética e violenta impera a cada esquina, a cada espaço, a cada momento. Transporta o jogador para um combate contra uma força maléfica, onde a sede de vingança supera a força de viver. Este é o povo de Helghan, os Helghast. A razão do ataque dos humanos, é mais uma desculpa para o controle da espécie, e após a derrota em Vekta, os Helghast são obrigados a recuar até ao seu planeta, Helghan. Assim esta segunda versão de Killzone 2, é na verdade a continuação da história de batalhas entre os humanos e os Helghast.Diferente do primeiro título, agora controlamos apenas um personagem, o Sargento Tomas Sevchenko, Sev para os amigos. Quer pelo nome, quer pela sua fisionomia, a ideia de alguém de países de leste no nosso mundo real são evidentes. Na nossa jornada somos acompanhados por mais três membros da força ISA. São eles Dante Garza, Rico Velasquez, e Shawn Natko.A nossa missão primária, é conquistar Helghan, e mais precisamente a sua capital Pyrrhus, capturando o imperador Scolar. A história não preza pela originalidade, mas cumpre com o seu papel. Rapidamente somos colocados na pele de Sev, e a ligação com os seus companheiros, e a nossa familiaridade, é criada no decorrer do jogo. Existem momentos de ação, momentos mais calmos e momentos onde os sentimentos são colocados à flor da pele. Embora não seja algo que já não tenhamos visto, julgamos que consegue criar em nós uma desculpa séria para gostarmos.Estávamos à espera de um começo mais violento onde seríamos lançados na boca do lobo de forma instantânea. Mas isso não ocorreu, criando em nós um sentimento de maior segurança e certeza de um jogo sólido e coerente. O guia não é de muitas palavras, e de muitas conversas, sendo pautado por pequenas cenas de ligação de níveis e de relações entre os personagens. Cenas essas que nos ajudam a perceber o que se passa, onde algumas delas simplesmente deixaram o nosso queixo a uns bons metros do lugar devido. Interessante é a escolha das vozes que dão vida aos personagens. Reparamos que os membros dos Helghast têm uma pronúncia de um inglês britânico, ao invés os ISA têm uma pronúncia americana. São pequenos detalhes que em si ajudam a separar as águas, e as vozes em combate.A Guerrilla utilizou para este jogo, a técnica de motion capture, trazendo um maior realismo aos movimentos dos personagens tanto durante o jogo como nas cenas de CG. Isso mostrou ser muito importante no modo e agilidade dos personagens. É sensacional ver as movimentações dos inimigos, cada um com a sua característica e ajustando-se à forma de combate, sempre procurando um lugar protegido, e de melhor ataque. Um dos fatores que mais nos desapontou foi a precariedade da diversidade dos inimigos. Embora este aspecto no desenrolar da ação em nada interfira no que de bom conseguimos retirar do jogo, julgamos que podiam ser mais diversificados.Os inimigos variam entre estúpidos e super inteligentes. Na verdade, verificamos que tudo se resume na forma que abordamos o jogo. Se tivermos uma atitude real de ataque e deixarmos o jogo nos surpreender e conduzir, temos pela frente um grau de dificuldade muito aceitável, e com momentos difíceis, principalmente em alguns chefes. Mas existem certas falhas devido ao formato da progressão, que demonstram o quão sensível o jogo poderá ser se o abordarmos de forma errada. Ou seja, todas as ações e investidas dos inimigos acontecem quase como que se um objeto acionasse as suas reações. Desta forma ocorrem acontecimentos estranhos, como inimigos parados sem fazer nada, colegas que não reagem. Mas isto acontece de forma aleatória, se voltarmos a repetir certa ação onde isso existiu, o mais provável é que tal momento não volte a acontecer.


Para os mais exigentes, e em busca de um bom desafio, escolham desde o início a dificuldade Veterano, pois assim terão um desafio à altura. Mas não julguem que o modo médio é como um passeio à beira mar, pois não o é. Para um jogador médio e já habituado a jogos de tiro, irá ter certas dificuldades em sua progressão.Mas falar em Killzone 2 é obrigatório falar no que mais controvérsia gerou, os seus gráficos. Mas antes mesmo de falarmos no componente gráfico, gostaríamos de realçar algo que foi pouco falado ou mencionado, em relação ao componente sonoro. Foi um aspecto que mais nos surpreendeu, a atmosfera criada em nosso redor pela fantástica trilha sonora, que varia entre rock e música clássica de uma estrondosa orquestra, é simplesmente fenomenal. Além da trilha sonora, destacamos o som dos ambientes, pois o aspecto agreste de Helghan não seria nada se ele fosse silencioso. O planeta é constantemente castigado por tempestades de areia, e uma atmosfera causticante, com nuvens negras, quebradas pelos relâmpagos. Tudo isto tem a sua sonoridade, que tornam o planeta vivo, impondo em nós um sentimento de pressão.Agora sim os gráficos. Bem, não é uma questão de simples explicação, ou de simples visualização. Não é uma questão de ter X textura, ou X defeito. É tão simples como isto, Killzone 2 é tudo aquilo que pretendemos num jogo. Simplesmente o que de melhor se faz num console. Mas não se resume apenas a texturas e modelação dos objetos, a questão em Killzone 2 é que consegue ir até onde jamais algum jogo ousou chegar. É toda a sua atmosfera, os efeitos de luz, o vento, o efeito do fogo e seu comportamento, as armas e seu respectivo som, as cápsulas largadas pelos disparos, as explosões, tudo cria um quadro ao nosso redor de pura beleza.É interessante verificar que Killzone 2 consegue trazer um pouco de tudo para a ação. Temos zonas mais calmas, mas com isso não queremos dizer monótonas, zonas com ação menos tensa, e variações de ambientes, dentro do que o planeta Helghan permite. Podemos usar veículos em certos níveis, bem como tomar conta de armas fixas. O portifólio de armamento, embora não sendo um arsenal de fazer inveja, cumpre e torna a incursão mais real, pois somos meros soldados e não super-homens.Em termos de progressão, o jogo prima pela linearidade, sendo o efeito de sucesso. Quando pensamos que um determinado nível é o expoente máximo de impacto, o jogo logo supera o anterior. É neste equilíbrio onde o jogo é fantástico. Embora seja linear, onde temos que ir de um ponto a outro, toda a ação decorrente entre eles é algo de supera todas as expectativas. Levando a um extremo final apoteótico, onde somos esmurrados com tanta violência, que a mera condição de ser humano é alta demais.Nos dias de hoje o componente multiplayer já se tornou um dos elementos de destaque e já vimos como pode ajudar a criar referências no gênero. É o prolongamento do modo para um só jogador, é aquele modo onde provavelmente vamos passar mais tempo, podendo diferenciar um bom investimento. Killzone 2 apresenta um modo para vários jogadores bem sólido e para lá de divertido. O modo online coloca o jogador numa série de modos já bem conhecidos dos amantes do gênero como em equipes de todos contra todos, proteção de alvos ou locais e até mesmo uma tradicional captura de pontos específicos. No entanto, estes modos surgem adaptados ao universo Killzone, como não podia deixar de ser, e juntamente com toda a diversão e adrenalina que lhe são associados, a produtora Guerrilla arranjou forma de os tornar mais dinâmicos e fluidos como poucos já mostraram.Como o mundo dos jogos de tiros nunca mais foi o mesmo depois de Modern Warfare, a Guerrilla nos dá também um sistema que promete agradar ao modo para vários jogadores durante muito tempo sendo que a única diferença, ou será melhor dizer ausência, é o sistema cover que não está presente no modo para vários jogadores.Killzone 2 é neste momento sem sombra de dúvidas o expoente máximo a nível de um projeto na área de jogos para PS3. Um jogo fantástico, seguro, coerente e acima de tudo brilhante na sua execução. Um jogo obrigatório para todos os amantes desta arte, principalmente aqueles que anseiam por experiências arrebatadoras, onde os diversos sentidos são colocados a prova.

0 y gay:

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